Vitamina K

18 jul
Vitamina K
5 (100%) 2 votes

A Vitamina K contém vários benefícios para a saúde, porém, é necessário que ela esteja em equilíbrio enquanto estiver no intestino. Se consumida pouco ou em grande excesso, ela pode gerar problemas futuros, principalmente em gestantes.

Você conhece todas as vitaminas? Algumas delas não são tão comentadas, como é o caso das vitaminas A, B e C. A vitamina Ktraz muitos benefícios ao organismo, mas em algumas ocasiões ela pode causar um deficiência intestinal, entre outras doenças,  se consumida em excesso.

Muitas vezes achamos que se ingerirmos bastante vitaminas e proteínas, mas que o necessário, nosso corpo ficará longe de problemas, o que errado. Para que o corpo funcione bem, é necessário consumir a quantidade certa, tanto de vitaminas quanto minerais e proteínas.

Benefícios da Vitamina K

A vitamina pode ser separada em três: K1K2 e K3. A K3 tem a potencia duas vezes maior que as duas primeiras. Ela tem como ações principais a coagulação de ferimentos e do sangue e o fortalecimento de certas áreas do corpo, como o coro cabeludo (inclui-se pelos púbis), unhas e dentes.

Combate doenças, como a trombose, trombocitopenia e a hemofilia. A vitamina K também produz a osteocalcina, que mantém o cálcio e ajuda no fortalecimento dos ossos. Ele também é um ponto positivo para as gestantes, pois ajuda a diminuir náuseas.

Lado Positivo e Negativo

Não é certo o consumo excessivo e também a falta de vitaminas em nosso organismo. É necessário que haja um equilibrio. O pouco consumo da vitamina K pode trazer riscos, causando a hemorragia. Se consumida em excesso, pode trazer outros problemas como, rubor, dispnéia, dores no tórax e a hiperbilirrubinemia, encontrada normalmente em recém-nascidos.

Alimentos que Contém a Vitamina K

Alimentos e Gramas

  • Ovo de Galinha- 50 g;
  • Gema de Ovo de Galinha- 147 g;
  • Clara do Ovo de Galinha- 0,02 g;
  • Carne Bovina Moída Crua- 4 g;
  • Peito de Frango Cru- 0,01 g;
  • Fígado Bovino Cru- 104 g;
  • Fígado de Frango- 80 g;
  • Brócolis Cru- 154 g;
  • Repolho Cru 149 g;
  • Cenoura Crua- 13 g;
  • Couve-Flor Crua- 191 g;
  • Pepino Cru- 5 g;
  • Couve Crua- 275 g;
  • Maçã com Casca- 4 g;
  • Suco de Laranja- 0,04 g;
  • Pêssegos Enlatados- 3 g;
  • Morangos Crus- 14 g;
  • Farinha de Trigo Integral- 1,1 g;
  • Farinha de Trigo- 0,5 g.

Atualmente, com a vida agitada que levamos, fica cada vez mais complicado nos alimentarmos corretamente de maneira que possamos obter todos os nutrientes e vitaminas que necessitamos para o nosso bem estar.

Como já sabemos, todos os nutrientes e vitaminas que necessitamos, podemos encontrar facilmente em frutas e verduras, em outras palavras basta que nós consigamos colocá-los em nossa dieta diária.

Não necessariamente temos que parar de comer “besteira”, mas temos que saber equilibrar para que futuramente isso não traga sérios riscos a nossa saúde. Clicando aqui você terá um apanhado geral sobre quais as vitaminas e aonde encontrá-las.

Uma das vitaminas mais importantes para o nosso corpo é a vitamina K. A mesma é responsável pela coagulação do sangue, logo sua falta pode trazer sérios riscos a saúde em caso de acidentes.

A vitamina K surge sob várias formas. A vitamina K1 (filoquinona, fitonadiona) encontra-se principalmente nos vegetais. A vitamina K2 (menaquinona), a qual tem cerca de 75% da força da vitamina K1, é sintetizada por bactérias no tracto intestinal dos seres humanos e de vários animais. A vitamina K3 (menadiona) é um composto sintético que pode ser convertido em K2 no tracto intestinal.

Principais fontes na natureza

As melhores fontes de vitamina K na dieta são os vegetais de folhas verdes, tais como folhas de nabo, espinafres, brócolos, couve e alface. Outras fontes ricas, são as sementes de soja, fígado de vaca e chá verde. Boas fontes incluem a gema de ovo, aveia, trigo integral, batatas, tomates, espargos, manteiga e queijo. São encontrados níveis menores na carne de vaca, de porco, presunto, leite, cenouras, milho, na maioria dos frutos e em muitos outros vegetais.

Como uma fonte importante de vitamina K2, temos a flora bacteriana do jejuno e do íleo. Não é no entanto clara a extensão da utilização das menaquinonas sintetizadas pelos microrganismos das vísceras.

Estabilidade

Os compostos de vitamina K são moderadamente estáveis ao calor e agentes redutores, mas são sensíveis aos ácidos, meios alcalinos, luz e agentes oxidantes.

Função principal

A vitamina K é necessária principalmente para o mecanismo da coagulação sanguínea, que nos protege de sangrar até à morte a partir de cortes e feridas, bem como contra as hemorragias internas. A vitamina K é essencial para a síntese da protrombina, uma proteína que converte o fibrinogénio solúvel em circulação no sangue numa proteína bastante insolúvel chamada fibrina, o componente principal de um coágulo sanguíneo.

Os compostos com actividade de vitamina K são essenciais para a formação de protrombina (factor de coagulação II) e de pelo menos outras cinco proteínas (factores VII, IX e X e proteínas C e Z), envolvidas na regulação do sangue. A vitamina K tem um papel importante na produção de resíduos de y-carboxiglutamato a partir do aminoácido ácido glutâmico. Na ausência de vitamina K, os factores proteicos são sintetizados, mas não são funcionais.

Principal antagonista

Os anticoagulantes, tal como o dicumarol, o seu derivado 4-hidroxicumarol e as indanedionas diminuem a utilização dos factores de coagulação dependentes da vitamina K.

Antibióticos, doenças intestinais, óleos minerais e radiação inibem a absorção da vitamina K. Elevadas quantidades de vitamina E podem realçar as acções anticoagulantes dos antagonistas da vitamina K, tais como a warfarina. Indivíduos que sofrem de má absorção de gorduras ou de doenças hepáticas também correm o risco de sofrer de deficiência de vitamina K.

Deficiência

As deficiência de vitamina K por meio da dieta alimentar são raras e desenvolvem-se mais frequentemente após tratamento prolongado com antibióticos complementado com um ingestão comprometida da dieta alimentar.

Utilizações terapêuticas

A filoquinona é a forma preferida da vitamina para utilizações clínicas. É utilizada para injecções intravenosas e intramusculares, como suspensão coloidal, emulsão ou suspensão aquosa e como comprimido para utilização oral. A vitamina K1 é utilizada no tratamento da hipoprotrombinemia (baixas quantidades de protrombina), no seguimento de factores que limitam a absorção ou a síntese da vitamina K. São também administradas dosagens, seja por injecção (10 mg/wk) ou comprimidos (5 mg/dia) de um derivado hidrossolúvel da menadiona (di-fosfato de sódio de menadiol), o qual é convertido para K3 no corpo. A forma desejável da vitamina é a K1, dado que a K3 está associada com níveis anormalmente elevados de bilirrubina no sangue.

A vitamina K1 é utilizada na medicina humana durante operações nas quais se espera que o sangramento possa ser um problema, por exemplo na cirurgia à bexiga.

Os anticoagulantes (cumarina e indanediona) inibem a reciclagem da vitamina K, o que pode ser corrigido rapida e eficazmente pela administração da vitamina K1.

A vitamina K1 é dada frequentemente a grávidas antes do parto (10-20 mg oralmente) e a recém-nascidos (1 mg por injecção intramuscular), de forma a protegê-los contra hemorragias.

Doses Diárias Recomendadas (DDR)

A DDR para os adultos do sexo masculino é de 80 mg por dia e para o sexo feminino é de 65 mg por dia. Não existem dados suficientes para estabelecer uma DDR para a vitamina K durante a gravidez e a amamentação. A vitamina K ingerida na dieta alimentar habitual, excede normalmente a DDR.

O intervalo recomendado de ingestão total para os bebés é de 5 mg de filoquinona ou menaquinona por dia durante os primeiros 6 meses e de 10 mg durante os 6 meses seguintes. É também requerido que as fórmulas alimentares infantis contenham 4 mg de vitamina K por 100 kcal. Os valores de DDR para as crianças são estabelecidos em cerca de 1 mg/kg de peso.

Grupos de risco

Os bebés são susceptíveis à deficiência de vitamina K, especialmente em países onde as injecções intramusculares de vitamina K não sejam obrigatórias. Os bebés amamentados ao peito que não recebem uma injecção intramuscular à nascença têm um elevado risco de desenvolver hemorragias intracranianas fatais na sequência da deficiência da vitamina K, dado que o leite materno contém níveis baixos de vitamina K e a flora intestinal neonatal está limitada. A doença hemorrágica do recém-nascido é uma causa significativa de morbilidade e mortalidade infantil a nível mundial.

A perda considerável de peso pode contribuir para a diminuição dos factores VII e X, os quais reduzem a actividade coagulante. Pode ser necessária a suplementação com vitamina K.

Segurança

Mesmo com elevadas quantidades de vitamina K1 e K2 ingeridas durante um período alargado de tempo, não foram observadas manifestações tóxicas. No entanto, a menadiona administrada (K3) pode causar anemia hemolítica, icterícia e “kernicterus” (uma forma grave de icterícia no recém-nascido).

História

1929 A descoberta da vitamina K é o resultado de uma série de experiências desenvolvidas por Henrik Dam.

1931 É detectado por McFarlane et um defeito de coagulação.

1935 Dam propõe que a vitamina hemorrágica dos frangos é uma nova vitamina lipossolúvel à qual ele chama vitamina K.

1936 Dam et al conseguem a preparação de uma fracção de protrombina de plasma bruto e demonstram que a sua actividade diminui quando é obtida a partir do plasma de um frango com deficiência de vitamina K.

1939 A vitamina K1 é sintetizada por Doisy et al.

1940 Brikhous descobre as doenças hemorrágicas resultantes dos síndromas de má absorção ou fome e que a doença hemorrágica do recém-nascido responde à vitamina K.

1943 Dam recebe o prémio Nobel pela sua descoberta da vitamina K, o factor de coagulação do sangue.

1943 Doisy recebe o prémio Nobel pela sua descoberta da natureza química da vitamina K.
1974 O passo da síntese da protrombina dependente da vitamina K é demonstrado por Stenflo et al e por Nelsestuen et al.

1975 Esmon et al descobrem uma carboxilação proteica dependente da vitamina K no fígado.

Fonte: Portal São Francisco

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *